Arte e esporte: universos que se complementam

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Photo by Jakob Owens on Unsplash

O esporte é quase tão antigo quanto as sociedades humanas, não se sabe ao certo quando surgiu, mas os povos primitivos desenvolviam algumas atividades que podemos caracterizar como jogos e modalidades esportivas. Para a época pré-histórica, era associado à sobrevivência e uma forma de transmissão cultural entre tribos.

Nos dias atuais, o esporte remete muito ao entretenimento, mas  também exerce uma função social, política e artística.

Na política podemos citar um episódio muito famoso na nossa história, o movimento que se iniciou dentro do Corinthians e ficou conhecido como a “Democracia Corinthiana”. Marcou o país em uma época em que vivenciamos a ditadura militar, transformando o clube em uma gestão democrática, em que os atletas e funcionários tinham voz e eram ouvidos.

Também utilizado como ferramenta de inclusão social em vários projetos, auxilia na formação de crianças e adolescentes. Seja no vôlei, no futebol, no basquete ou em qualquer outra modalidade, o esporte é capaz de resgatar valores que são fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem.

No campo da arte, que é onde eu gostaria de chegar, as relações devem ser compreendidas por diferentes faces. Existe a comparação de atletas com artistas, que realizam verdadeiras obras de arte em campo, a utilização de termos artísticos para jogadas e lances que enchem os olhos, mas esses são temas para outro texto. E há a representação do esporte em expressões artísticas, como teatro, cinema, literatura e a inserção e personificação de atletas.

Nas artes plásticas o esporte é retratado de diversas formas, diretamente ou figurativamente, ou seja, pode tanto estar presente de forma clara, como pode servir de inspiração para alguma abstração. Rubem Gerschman, artista plástico brasileiro, retrata o esporte em seus trabalhos. E no período dos jogos olímpicos, o artista plástico francês JR criou obras espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, gigantescas instalações de arte urbana que representavam atletas que competiram nas Olimpíadas.

Reproduzida no Catálogo da exposição “Rubens Gerchman – L’esthetique Du Football” – Galeria Jerome de Noirmont, Paris.

 Na literatura, autores como Machado de Assis, Arthur Azevedo e Carlos Drummond de Andrade escreviam contos, crônicas e romances sobre o tema. Na música, compositores de épocas diferentes que vão desde Noel Rosa a Zeca Baleiro compunham canções, principalmente, sobre futebol, que é o esporte mais popular no nosso país.

O cinema é a expressão artística com o maior número de materiais produzidos sobre o tema, sendo que em alguns filmes, ele ocupa o assunto central e em outros ele é um elemento importante utilizado como ligação para outros enunciados. Além disso, muitos documentários são produzidos sobre atletas, times e títulos. Invictus (2009), Senna (2009), Raça (2016), Paratodos (2016) são alguns bons exemplos.

E por fim, alguns atletas, principalmente jogadores de futebol, já tiveram suas imagens transformadas em personagens de histórias em quadrinhos. Em 2005, Ronaldinho Gaúcho, no auge da sua carreira, passou a ser personagem da Turma da Mônica, pelas mãos de Maurício de Souza e em 2017 o mesmo aconteceu com Neymar. Em 2010, o time inteiro do Barcelona ganhou uma revista em quadrinhos que contava a história de cada um dentro do clube.

Ronaldinho Gaúcho e Turma da Mônica, Revista 8.

 Sua representação pode ser direta ou indireta, com o intuito de instruir, divertir ou provocar, mas o que não podemos negar é que: esses dois universos se misturam e se complementam! Porque a vida seria muito chata se as coisas fossem uma só e não conversassem umas com as outras.

 

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