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Um tutorial básico de mapas de rpg

Porque depois do nosso primeiro post falando sobre criação de mapas não podia faltar um passo a passo, não é mesmo? 

Para facilitar ainda mais, nós vamos mostrar em partes o processo que usamos para criar os mapas das nossas campanhas. Esse é um formato bem rápido de fazê-los que produz mapas simples, mas que  já agregam bastante como props e ficam como uma bela recordação daquelas mesas mais memoráveis ♥

Por motivos de praticidade as imagens que você verá aqui foram feitas digitalmente, mas o processo de criação no bom e velho papel e lápis é o mesmo.  Então vamos começar apresentando o básico:

O material

Papel: especialmente se você for utilizar o seu mapa original na mesa, o ideal é que ele consiga suportar ser manipulado pelos jogadores. Por isso sugerimos papéis mais robustos e com gramaturas mais altas. Uma boa opção é o papel layout, na gramatura 120 ou 180. É um papel mais liso do que o tradicional papel para desenho, mas mais forte do que o simples sulfite.

Lápis para esboço: um HB ou B, que são grafites mais duros, são ideais. Ao esboçar suas linhas definitivas no papel onde será feito o desenho final você vai querer evitar grafites macios que podem causar manchas e são difíceis de apagar depois da arte final.

mapas de rpg

Borracha de precisão: ela não é absolutamente essencial, mas posso garantir que vai te ajudar muito em pequenos detalhes. Existem vários modelos. Eu particularmente prefiro os redondos, mas você pode escolher o que acha que será melhor para você.

Borracha comum: mas uma boa, please. Nada daquelas borrachas da quarta série que deixam um borrão toda vez que você a encosta no papel. Sugiro as borrachas da Staedtler, que são boas e você provavelmente conseguirá encontrar em papelarias comuns.

Canetas pretas para contorno: podem ser canetinhas, canetas nanquim, bicos de pena ou pincel e tinta preta. Só tenha em mente que na fase de acabamento contraste é importante e canetas para escrita (como bic e canetas gel) podem não ser muito eficientes. Canetas nanquim próprias para desenho podem ser caras, mas você pode usar a boa e velha canetinha hidrográfica (aquelas que a gente destruía na escolinha, sabe?).

Réguas e esquadros: podem vir a calhar na hora de representar construções.

Opcionais: canetinhas coloridas, lápis de cor, papéis coloridos, chá ou café para envelhecer o papel, e qualquer outro material que você acha que pode trazer um aspecto interessante.

Como começar

Antes de qualquer coisa, você vai precisa organizar a sua ideia. Afinal de contas queremos evitar gastar tempo e materiais para criar uma mapa que no final ficou impraticável ou não representa bem aquilo que você tinha em mente. Uma boa opção é usar folhas quadriculadas para esboçar os primeiros layouts do seu mapa. O quadriculado pode te ajudar a ter uma percepção melhor de escala e a definir a área geral e as distâncias entre os elementos contidos naquele espaço.

Quando estiver satisfeito com um desses esboços você pode se preparar para transformá-lo em um mapa que será usado nas campanhas.

Utilizando o lápis e traços leves (ainda não queremos marcar permanentemente nossa folha) desenhe o contorno geral do mapa. Se desejar, deixe espaços para um título e uma rosa dos ventos. Em seguida delimite blocos importantes: rios, lagos, bosques, construções, estradas, etc. Nesse estágio ainda não vamos detalhar essas áreas. Clique nas imagens abaixo para vê-las em tamanho maior.

Quando você tiver todo seu mapa com as áreas delineadas pronto você pode começar a pensar no detalhamento. Esse mapa que estamos usando está visto de cima, sem perspectiva. Isso significa que eu posso simbolizar as áreas de floresta com texturas, em vez de desenhar árvore por árvore.

Caso você queira especificar, por exemplo, o tipo de vegetação (uma floresta de coníferas ou de carvalhos) você pode desenhar ícones que representem esse tipo específico de floresta. Esse ícone não precisa se parecer com aquela árvore real, será uma referência pessoal que você pode determinar para usar continuamente. 

Como nosso mapa está visto de cima, iremos usar texturas similares à segunda opção aqui acima para representar as copas das árvores. Esta é uma pequena vila na floresta, com tendas e algumas construções. As tendas e outras estruturas arquitetônicas são representadas com formas geométricas. As áreas arborizadas são mais orgânicas, e não precisam seguir exatamente as linhas dos blocos.

Após desenhar todo o esboço você pode começar a fazer o acabamento a caneta. Texturas como as copas das árvores não precisam de preenchimento a lápis antes.

A partir daí você pode adicionar elementos que deem mais detalhes ao mapa, uma caligrafia específica que represente aquele povo e uma rosa dos ventos personalizada.

A partir daí o seu mapa está pronto para ser usado, escaneado, copiado e qualquer outra coisa para a qual você pretende utilizá-lo. Se você quiser ir além, ainda dá pra usar daqueles materiais que nós listamos como opcionais lá em cima e fazer mapas coloridos, envelhecidos ou até parcialmente destruídos.

mapas de rpg
O mapa de Arantar permaneceu em preto e branco, finalizado em bico de pena, pincel e nanquim
A cidade de Kolom, também finalizada em nanquim.
Um mapa utilitário de Kolom, com as áreas da cidade demonstradas em cores.

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