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personagens de D&D
Personagens da nossa mesa - Sid, Zobur e Bóris (companheiro animal), Morek, Rak e Capitã Johanna

O Personagem além da ficha

O RPG de mesa é uma atividade de imaginação, criatividade e experiência. Sendo sua principal fonte de acontecimentos e possibilidades as mentes do mestre e de cada jogador, é possível jogar praticamente sem qualquer tipo de apetrechos: apenas uma folha em branco e um lápis são perfeitamente capazes de te servir como único apoio durante toda a sessão. Porém, há uma ferramenta essencial que pode enriquecer ou atravancar a aventura – o personagem.

Alguns personagens se encaixam tão bem em uma campanha que acabam se tornando memoráveis, enquanto outros simplesmente não funcionam e são eventualmente substituídos. Isso não significa necessariamente que aquele personagem ficou ruim, mas que por algum motivo ele não se enquadrou na história ou o jogador não se adaptou bem a ele. O ponto principal do RPG é que a experiência seja divertida para todos, e jogar com um personagem que não funciona bem ou não se sente parte do grupo pode desmotivar o jogador e acabar afastando-o e fazendo-o desistir da campanha e às vezes do RPG como um todo.

Dificilmente um personagem vai sair redondinho logo de cara, e mesmo personagens muito bem construídos mudam com o passar do tempo e com as experiências vividas durante a aventura. Seu personagem inicial não precisa sair perfeito, nem ficar engessado nas características iniciais que você atribuiu a ele. Nós vamos aproveitar esse post pra falar um pouco da nossa experiência e te apresentar alguns dos nossos personagens e as situações que os levaram a ser quem são hoje  😉

O menino com a lança

Começar a jogar com um tipo de personagem que você não conhece pode ser desafiador, e ainda mais se você tem pouco ou nada de vivência anterior em RPG. Sidorios que o diga, já que o Sr. Luis em sua primeira aventura não estava muito ciente de que arcanos não vão para a frente de batalha com uma lança e…

…quase o perdeu na primeira sessão. 

É natural que você demore um pouco pra pegar no tranco com um personagem novo, aprendendo as regras e as dinâmicas particulares daquela classe ou raça. Mas fica muito interessante quando o personagem começa a crescer com a gente, e adquire traços e comportamentos tão naturais que o jogador já “sente” aquela personalidade e atua com ela quase sem esforço. 

Com o tempo, Sidorios vestiu ou melhor, despiu o manto de feiticeiro e sua identidade de cigano e não só se tornou um arcano admirável como também um personagem cativante e muito divertido (o nome do cara é inspirado em Sidney Magal, sua familiar é a Sandra Rosa Madalena e seus mísseis mágicos são em formato de rosa).

 

 

Hoje ele utiliza seu carisma para negociar favores com reis e cativar hordas kobold, colocando em prática um plano complexo de estruturar e gerenciar uma grande rota comercial entre três reinos do alto de uma montanha que contém uma forja há muito esquecida.

Apesar de ter iniciado com natureza caótica, aos poucos os integrantes do grupo e o povo lagarto acolhido na antiga montanha ganharam seu coração e suas atitudes começam a apresentar um honesto vínculo de lealdade a estes indivíduos.

A piada que virou história

“Dois meio elfos ranger na mesma mesa fica ruim…então acho que vou fazer um meio orc. Ah, mas pra não perder completamente a ideia original ele podia ser um meio orc meio elfo! Não, pera. Meio orc, 1/4 humano, 1/4 elfo. Parece ótimo.”

Como você tem um meio orc, 1/4 humano e 1/4 elfo de uma mãe orc em uma caravana orc? Com um pai bardo é claro.

Essa é uma mistura de raças meio bizarra, e quando o mestre me perguntou de improviso durante uma sessão de onde vinha isso o que eu consegui pensar foi “de um bardo meio elfo que vagava o mundo em busca de experiências pra escrever contos eróticos”.

É lógico que eu não havia pensado em nada disso antes e que minha intenção definitivamente não era a de ter um pai bardo que saia por aí fazendo maluquices. Mas isso acabou sendo uma oportunidade de encaixá-lo no arco narrativo e lá pelas tantas eis que o digníssimo senhor Tarquin Dalmovar surge do abismo (literalmente) e passa a ser um elemento importante na história.

A piada virou background oficial do personagem e se desdobrou em uma série de outros detalhes interessantes sobre a vida dele antes de se juntar a um grupo de aventureiros.

 

 

Uma coisa legal que aconteceu é que surgiu uma interpretação que fugiu um pouco do previsto nos livros de regras (sim, você pode criar coisas além do que está definido nos livros!).

Zobur vem de uma região desértica difícil, e apesar de todo o estigma que orcs carregam, sua tribo tomou um rumo diferenciado de sobrevivência. Tornaram-se uma caravana de mercadores bem organizada e que se afastou um pouco dos costumes bárbaros. Viajam através dos duros caminhos do deserto sob o sol escaldante e fazem parte da rota comercial essencial para a sobrevivência daquela região.

Por essa característica o jovem bardo perdido no deserto foi aceito como passageiro na caravana e um Zobur adolescente, com uma figura muito mais leve e longilínea do que a maioria dos orcs, foi treinado para servir a guarda como ranger.

Posteriormente ele se desenvolveu muito mais como druida, mas essa já é outra história 😜

Zobur

E você, tem alguma história de personagem legal das suas mesas? Conta pra gente nos comentários! Também vamos adorar ouvir um pouco da sua experiência 😄

Esse post foi escrito pelo Zobur, ou pela Andy. Às vezes os dois se confundem.

Se quiser conhecer mais dos trabalhos de ilustração que estão acompanhando a coluna de RPG é só clicar na foto aqui do lado e me seguir no Instagram 😊

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