A seleção brasileira sofre com a ausência de um líder?

Capitão Dunga 1994 (Foto: Conmebol)
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Às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção brasileira não tem um capitão definido. E provavelmente não terá. O técnico Tite já havia anunciado que faria o rodízio de capitães durante o mundial e isso deve continuar até o fim. Mas será que não faz falta a figura de um líder?

A braçadeira de capitão serve para destacar um homem de confiança do técnico e/ou do grupo dentro de campo. É ele quem puxa a fila do time para o gramado, decide o lado do campo e bola, ele que deve manter a organização da equipe dentro das quatro linhas. E, o melhor, ele quem ergue a taça em caso de título.

Para escolhê-lo há várias formas: em alguns países da Europa – Itália, Espanha, Holanda, dentre outros –, o capitão é o jogador, dentre os 11 titulares, com o maior número de jogos pela equipe. Em outros casos, é escolhido pelo técnico ou em votação entre o grupo de jogadores. Porém, como faz o técnico Tite, pode acontecer um rodízio entre os jogadores.

Tite faz isso desde sua passagem no Corinthians. Aquela equipe campeã da Libertadores em 2012 tinha muitos líderes. Cássio, Alessandro, Ralf e vários outros poderiam representar o time dentro de campo. Ao invés de escolher apenas um, o rodízio foi estabelecido para que todos se sentissem na obrigação de cobrar e serem cobrados pelos companheiros.

No Brasil também encontramos várias figuras de liderança. Marcelo, Miranda, Alisson, Daniel Alves, caso não tivesse se lesionado, e até mesmo os contestados Neymar e Thiago Silva. A justificativa aqui poderia ser a mesma que daquele Corinthians, mas, no caso, não temos apenas um time, e sim a seleção de um país.

A camisa canarinho é maior que qualquer time do Brasil. Ela praticamente requer um líder para representá-la. Assim como foi Carlos Alberto Torres em 1970, Dunga em 1994 ou Cafu em 2002. Em outras seleções, essa figura única também se faz presente. Messi e Cristiano Ronaldo são os casos mais famosos, mas Modric pela Croácia, Falcão Garcia pela Colômbia, Sergio Ramos pela Espanha, todas as 32 seleções da Copa elegeram uma figura representativa como seu capitão.

Importante notar que em todas elas existem outros jogadores tão experientes e respeitados quanto o capitão escolhido. Mas, seja por afinidade do grupo, da torcida ou escolha do técnico, somente um tem essa responsabilidade e simbolismo.

Há vantagens e desvantagens em ambos os casos. E, independente do que digam e acham, é o Tite quem vai decidir todas as questões da seleção. No entanto, a ausência de um capitão deixa um posto vazio na amarelinha. Certo que todos os jogadores devem cobrar uns aos outros, mas a braçadeira deveria ser de apenas um.

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